sexta-feira, 15 de agosto de 2008



Foi punk...

A única coisa que eu tenho à dizer...

Porque? Complicado, mas é simples... Sou uma BESTA!

4 longos e árduos anos, 24 de Novembro de 2004, cinco dias antes do meu aniversário, me lembro até agora, aquele museu, aqueles amigos, aquela pessoa...

Quem já amou realmente?

Quem já sofreu por amor?

Quem não está nem aí para isso?

Quem, no final, tem a culpa?

No resumo da ópera, somos fruto daquilo que criamos e queremos.

Medroso: essa palavra me resume.

Sabia que não deveria ter lhe dito nada, sabia que não deveria ter aberto meu coração, sabia que não tinha de fazer... mas fiz! Fiz por não aguentar mais, fiz por não querer chorar mais, fiz para não poder ter mais e mais noites em claro, fiz porque amo... e mesmo assim, ainda choro.

Quantos tentaram me atacar, quantos tentaram me rebaixar, quantos nunca admitiriam isso... quantos não viram meu coração explodir em alegria quendo dei-lhe um simples selinho.

Sabia sim, em meu interior, que não daria certo, mas tive de tirar aquele peso das minhas costas... covarde, frouxo, tudo o que eu sou, aquele dia sumiu, me tornei forte...

Sucessivamente fui traido, dia após dia, fui abrindo meus olhos, e retirando de minha vida, todos que se sentiram, sabe-se lá o porque, ofendidos por eu ter feito isso.

Pessoas de alma mínina, sem amor próprio, sem consideração, sem o singelo ato de saber amar, verdadeiramente.

E cada uma delas, fui retirando de minha vida.

Mudei. Sim, eu mudei, daquele dia em diante, eu seria uma nova pessoa, um novo ser, uma lguém que abandou seu passado, seu presente, e sua vida... queria ser outro, alguém que ele poderia, pelo menos, olhar.

Mudei atos, mudei gestos, mudei o corpo, mudei o cabelo, mudei de amigos, mudei de idéias, mudei d epensamentos, mudei minha personalidade, simplesmente mudei.

"Eu" já não era mais eu... "Eu" já era outra pessoa, mais fechada, mais amargurada, mais tristonha, mais rancorosa, mais anti-social, mais irritado... "Eu" era ThunderDome daquele dia em diante.

Não me permiti mais amar, não me permiti mais sofrer, não me permiti ter amigos, não me permiti ser feliz, não me permiti ter privilégios, eu mudei... eu era pior.

Quanto tempo se passou, quantas noites pude voltar a dormir em paz, quanto sonhos destruídos, quanto tempo perdido...

Por mais que eu soubesse que jamais ouviria um 'sim', guardei sua imagem dentro de mim, guardei seu sorriso dentro de mim, guardei seu carisma e inteligência, dentro de mim... nossa, ele é idêntico mesmo, idêntico a única pessoa que me deixou, sem avisar, sem um bilhete, sem nada...

Sei que não sou belo, sei que não sou inteligente, sei que não agrado em nada, sei que não sou romantico, sei que não sei conquistar, sei que sou um patife, sei que não passo de um qualquer, que ninguem observa, que ninguém nota... mas sei que ainda amo.

Não espero nada, não espero pena, não espero tirania, não espero desculpas, não espero falsos sentimentos, não espero nada... Espero sim que, de alguma forma ou outra, ele sem lembre de mim, não como aquele esquisito e feioso que tirou sua paciência, sendo brega ao dizer que lhe amava, mas espero sim, que ele se lembre que alguém, de alguam forma, o ama de verdade... e que ainda sofre, mesmo depois de anos, o fato de lhe amar.

E a quem eu devo desculpas, desculpas.
E a quem eu devo gratidão, obrigada.
E a quem eu não devo nada, um brinde.

Ps. Eu te Amo. (ainda)

Um comentário:

Mary Dorateotto disse...

Seus posts são um mais tocante que o outro!
Esse está lindo,poético e tão realista...Thunder,sou fã eihn,autor favorito *-*
:*